Produção de feijão no Paraná é revisada para baixo e acende alerta para oferta em 2026

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A produção de feijão no Paraná foi revisada para baixo no levantamento de abril, conforme dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do estado. O ajuste reflete a redução de área cultivada e perdas já observadas no início do ciclo, especialmente na região Sudoeste.

Primeira safra tem queda expressiva

A estimativa para a primeira safra foi fixada em 189 mil toneladas, volume duas mil toneladas inferior ao projetado em março. Na comparação anual, a retração é ainda mais significativa: queda de 44% em relação às 339,9 mil toneladas colhidas no mesmo período de 2025.

A redução está diretamente ligada ao recuo na área plantada, além de condições menos favoráveis ao desenvolvimento das lavouras em parte do ciclo.

Segunda safra também sofre ajustes relevantes

Para a segunda safra, cuja colheita está em andamento, o Deral estima produção de 377 mil toneladas. O número representa uma redução de 56 mil toneladas frente à projeção anterior e queda de cerca de 30% em relação às 540 mil toneladas registradas em 2025.

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Além da revisão de área, o desempenho produtivo também foi afetado por problemas climáticos no início do ciclo.

Clima traz alívio parcial, mas não reverte perdas

Segundo o Deral, as condições das lavouras apresentaram melhora na última semana com o retorno das chuvas em grande parte do estado. As precipitações beneficiaram áreas que ainda estavam em fase de formação de grãos.

No entanto, o impacto positivo foi limitado. Em mais de um quarto da área cultivada, as chuvas ocorreram de forma tardia, comprometendo o potencial produtivo e impedindo uma recuperação mais consistente das lavouras.

Perspectiva

Com a revisão para baixo nas duas safras, o mercado passa a monitorar com mais atenção a oferta interna de feijão ao longo de 2026. A redução na produção pode influenciar o comportamento dos preços, especialmente se a demanda se mantiver aquecida nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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